Segundo dados do Ministério da Saúde, as doenças cardiovasculares são as que mais matam no Brasil. Nos últimos cinco anos, o país aumentou em 25% o número de casos com essas doenças, 17% o número de internações, especialmente infartos, e por outro lado, os óbitos aumentaram em 15%.
Em suma, gasta-se e interna-se mais para tratar a doença e inda assim mais pessoas têm suas vidas arrasadas por causa do infarto e AVC, principalmente. No Piauí, as tendências seguem nesse sentido. Entre os anos 2000 e 2007, as doenças cardiovasculares foram responsáveis por 39,0% dos óbitos em mulheres e 34,0% nos homens, totalizando 36, 3% dos óbitos do estado.
De acordo com o cardiologista Paulo Márcio, “existem duas estratégias para tentar controlar essa epidemia. Uma delas e menos efetiva, porém emergencial, é tratar o estrago. A melhor estratégia e mais eficaz é a prevenção através do controle dos fatores de risco que são pressão alta, diabetes, colesterol alto, sedentarismo, tabagismo, alcoolismo, estresse, obesidade, além do histórico familiar”.
O cardiologista chama atenção ainda para que as pessoas tenham uma vida saudável como forma de prevenção. Em suas palavras, “o sujeito passa a vida inteira fumando todo o cigarro que o pulmão pode suportar, bebendo toda a cachaça que o fígado é capaz de metabolizar, nunca gastou o solado do tênis e não come salada e… ele tem um infarto”.
O fato de ser o Estado considerado referência em saúde dificulta o atendimento aos piauienses. “O Piauí tem uma característica peculiar. Nós temos que dar conta não só dos piauienses, mas de pessoas de outros estados que chegam aqui com doenças graves e nós somos obrigados pela força da urgência e da emergência a atendê-los”.
Muito legal a iniciatia do Blog para falar de saúde no estado do Piauí.
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