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         Cumprida que está a função para a qual criamos este blog, pretendemos agora encerrá-lo.
          Não sem antes agradecer a todos que leram as nossas notícias, navegaram por nossos links, conheceram um pouco do universo da saúde em todo o Piauí e as novidades em nível nacional e internacional.
         Em nome de todos os repórteres, agradeço à Professora Muna Kalil por nos tornar mais críticos, apesar dos (inevitáveis) momentos de conflito.
         É verdade que começamos com uma equipe de cinco repórteres e ao longo do tempo a equipe foi se reduzindo, mas também é certo que todos nos empenhamos bastante para realizar este trabalho.
         Espero que o próximo trabalho seja ainda melhor e mais uma vez agradeço em nome de toda a equipe aos quase 700 leitores que acompanharam o trabalho de todo o semestre de 2009.2 da disciplina Técnicas Integradas em Comunicação, ministrada pela professora Muna Kalil.
          Saudações a todos e até breve.
  
Camila da Costa Pacheco
Texto e foto: Joyce Viana / Edição: Camila Costa

          Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, o Piauí registrou o quarto maior percentual de fumantes acima dos 14 anos de idade em todo o país. Em termos percentuais, 19,8% dos piauienses são usuários de tabaco, ficando atrás somente dos estados do Acre, com 22,1%, Rio Grande do Sul, 20,7% e Paraíba 20,2%. Quanto aos fumantes diários, a pesquisa mostrou que 17,5% de piauienses estão nessa condição, ficando atrás somente dos gaúchos.

          Parar de fumar é uma tarefa árdua, mas o desejo de acabar com o vício ainda se sobressai. Dentre as mulheres de todo o país, 57,1% planejam abandonar o cigarro, enquanto que esse desejo é de 49,2% entre os homens.

          O comerciante José de Oliveira afirma: “Fumei durante 20 anos decidi parar com o vício quando comecei a sentir falta de ar e também porque minha esposa estava grávida. Não queria fumar perto dela para que não prejudicasse a saúde dela e nem do meu filho. Isso já faz 23 anos”.

          O cigarro é um dos principais vilões das doenças cardiovasculares, de acordo com o cardiologista Paulo Márcio “a bebida, o cigarro e o sedentarismo são os principais causadores do infarto e do acidente vascular cerebral, doenças que mais matam no Piauí. Para reverter esses dados seria necessária a adoção de políticas públicas de prevenção, controlando os fatores de risco, como o cigarro”.

Repórter: Joyce Viana / Edição: Camila Costa

          Segundo dados do Ministério da Saúde, as doenças cardiovasculares são as que mais matam no Brasil. Nos últimos cinco anos, o país aumentou em 25% o número de casos com essas doenças, 17% o número de internações, especialmente infartos, e por outro lado, os óbitos aumentaram em 15%.

          Em suma, gasta-se e interna-se mais para tratar a doença e inda assim mais pessoas têm suas vidas arrasadas por causa do infarto e AVC, principalmente. No Piauí, as tendências seguem nesse sentido. Entre os anos 2000 e 2007, as doenças cardiovasculares foram responsáveis por 39,0% dos óbitos em mulheres e 34,0% nos homens, totalizando 36, 3% dos óbitos do estado.

          De acordo com o cardiologista Paulo Márcio, “existem duas estratégias para tentar controlar essa epidemia. Uma delas e menos efetiva, porém emergencial, é tratar o estrago. A melhor estratégia e mais eficaz é a prevenção através do controle dos fatores de risco que são pressão alta, diabetes, colesterol alto, sedentarismo, tabagismo, alcoolismo, estresse, obesidade, além do histórico familiar”.

          O cardiologista chama atenção ainda para que as pessoas tenham uma vida saudável como forma de prevenção. Em suas palavras, “o sujeito passa a vida inteira fumando todo o cigarro que o pulmão pode suportar, bebendo toda a cachaça que o fígado é capaz de metabolizar, nunca gastou o solado do tênis e não come salada e… ele tem um infarto”.

          O fato de ser o Estado considerado referência em saúde dificulta o atendimento aos piauienses. “O Piauí tem uma característica peculiar. Nós temos que dar conta não só dos piauienses, mas de pessoas de outros estados que chegam aqui com doenças graves e nós somos obrigados pela força da urgência e da emergência a atendê-los”.

Repórter: Joyce Viana / Edição: Camila Costa

          Teresina foi recentemente apontada como a 4ª cidade do Brasil com maior incidência de casos de AIDS. Apenas no ano de 2008 foram registrados na capital piauiense 165 novos casos da doença e, somente este ano, foram 162. Estes índices, porém, são considerados dentro dos padrões, se levado em consideração o crescimento da população.

           A Coordenadora de Ações Assistenciais da Fundação Municipal de Saúde Amariles Borba questionada sobre o tema declarou que “esse aumento não significa necessariamente que o número de casos aumentou, mas sim que houve uma melhoria na comprovação do diagnóstico, isto é, casos desconhecidos pela ineficácia do diagnóstico passaram a ser contados”.

          Um fator que auxiliou na maior cobertura do diagnóstico da doença foi o Programa Saúde da Família, o conhecido PSF. “Nos últimos anos, a equipe do programa contava com apenas três equipes. Hoje, são mais de duzentas em Teresina. Os profissionais estão sempre se qualificando sobre como diagnosticar a doença” informa Amariles Borba.

Repórter: Leiciane Trindade / Edição: Camila Costa
 

         Neste ano de 2009, a cidade de Teresina realizou um grande feito: a redução de 80% dos casos de dengue em comparação com os anos de 2007 e 2008. Isto é resultado do trabalho realizado através do Plano Nacional de Controle da Dengue (PNCD), o qual possui uma série de medidas que visam o combate ao mosquito transmissor da doença, o Aedes Aegypti.

          A Coordenadora de Ações Assistenciais da Fundação Municipal de Saúde, Amariles Borba, explica que “é muito difícil controlar o Aedes Aegypti porque o seu ovo dura mais de dois anos e um só mosquito é capaz de infectar até trezentas pessoas. Mas não é impossível, pois como nós sabemos que a cópula entre o macho e a fêmea precisa ser feita logo após a fase da pupa virar adulto, nós deduzimos que onde tiver mosquito macho, haverá pelas redondezas um criadouro de mosquito, pois eles só estarão onde tiver fêmeas, já que precisam estar lá de prontidão para copularem na hora que a pupa alçar seu primeiro vôo”.

          Teresina é dividida em 29 extratos, cada um com cerca de 8 a 10 mil imóveis. Os quarteirões desses extratos são sorteados através de um programa de computador, e é definido um quarteirão e uma casa para receber a visita do agente de saúde. Se ao entrar no imóvel o agente perceber um mosquito, ele pode até segui-lo para chegar ao criadouro.

          Ao chegar à casa e identificar um possível criadouro, o agente joga a água fora que poderá vir a ser um criadouro, entorna o objeto e passa um escovão para despregar os ovos. No caso de não poder ser entornado o objetivo, é utilizado um inseticida chamado abate que inutiliza as larvas.

          O agente utiliza também uma armadilha na qual se coloca água da torneira e a dependura com um barbante há um metro do chão. A água da torneira (limpa) irá atrair os mosquitos e 24 horas depois o agente volta. Caso armadilha  pegue algum mosquito, este é aspirado e asfixiado, enquanto o imóvel e os 25 que estão ao seu entorno são aspirados afim de descobrir-se o criadouro para eliminá-lo.

          Para reforçar o combate ao mosquito transmissor são realizadas visitas aos hospitais públicos e privados a fim de verificar a quantidade de casos diagnosticados na cidade. Os dados colhidos são enviados ao Centro de Zoonoses para que sejam enviadas equipes de agente de saúde aos locais com maiores índices de infectados à procura de criadouros.

          Só em 2007, foram notificados na cidade 623 casos por cada 100 mil habitantes e este ano houve uma redução para 108 casos por 100mil habitantes. No entanto, a população precisa continuar se prevenindo, pois o maior percentual de pessoas atingidas pela doença é na fase produtiva, dos 20 aos 40 anos, e a doença faz com que o indivíduo fique de duas a três semanas sem sua capacidade produtiva plena.

Fontes da imagem: vesoloski.eti.br / www.amparo.sp.gov.br
Texto e fotos: Leiciane Trindade / Edição: Camila Costa

          O setor de Estimulação Precoce, que funciona no Centro Integrado de Educação Especial – CIES, trabalha no sentido de minimizar os efeitos causados por síndromes relacionadas à deficiência mental e  contribuindo para o desenvolvimento de crianças. O setor atende crianças de zero a quatro anos e funciona com trabalhos nas áreas de fisioterapia, fonoaudiologia e odontologia.

          O objetivo da Estimulação Precoce é prevenir alterações que podem surgir no desenvolvimento da criança, minimizando determinados efeitos que vêm com a síndrome. Assim, a estimulação precoce facilita a inclusão dessa criança na sociedade no futuro, já que suas manifestações estarão minimizadas.

          A parte de fonoaudiologia trabalha a alimentação, envolvendo mastigação, sucção e deglutição de forma adequada. Os cuidadores orientam sobre a alimentação da criança, uso de mamadeiras, de chupetas, tipo de bico adequado, bem como ensinam às mães como estimular a linguagem dos menores.

          A fisioterapia atua no padrão motor da criança e utiliza três formas de tratar, que são: cineterapia, Facilitação Neuromuscular Proceptiva e o Método Neroevolutivo Bobath, sendo que este último utiliza materiais como bola, rolo, a fim de desenvolver movimentos que aconteceriam naturalmente se a criança não portasse síndrome, como juntar as mãos ou sustentar a cabeça. Neste processo, a fisioterapeuta ajuda a fortalecer as articulações dos infantes. 

          “A Melissa começou a fazer estimulação precoce com um mês de idade na Novafapi, e veio para o CIES com nove meses. O desenvolvimento dela é visível, porque antes ela era muito ‘molinha’, não tinha firmeza pra levantar o pescoço. Hoje, com um ano e dois meses, ela já senta sozinha, fica em pé apoiada, já tem capacidade de pegar a mamadeira e levar até a boca, enfim já faz tudo que uma criança com Down naturalmente não faz nessa idade”, afirma Laiane Vanessa de Araújo.

Repórter: Joyce Viana / Edição: Camila Costa

          De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o mundo conta atualmente com aproximadamente 230 milhões de diabéticos, o correspondente a 6% da população mundial. Estima-se ainda que até 2025 surjam 120 milhões de novos casos. Só no Brasil seis milhões de pessoas são portadoras da doença e assusta é o fato de metade delas ignorar sua condição e um milhão não procurar ou não receber tratamento.

          O endocrinologista Salustiano Moura esclarece que “em torno de 8% da população teresinense tem diabetes, ou seja, 64 mil pessoas. Em faixa-etária a partir de 50 anos chega até 15%. A diabetes é uma doença crônica, ou seja, não tem cura, é metabólica, não tem nenhuma alteração no aspecto do indivíduo, a alteração é no sangue. Ele tem a taxa de glicose, que é o açúcar no sangue, mais elevada do que o normal”.

          Há dois tipos de diabetes: Tipo um, mais comum entre os adolescentes (ainda que haja casos referentes a adultos) e do qual constam apenas 10% dos portadores da doença; e Tipo dois, mais comum entre os adultos e responsável por 90% dos casos de diabetes.”

          A pré-disposição genética e a obesidade são fatores que podem causar o diabetes. Por isso, deve-se evitar o acúmulo de gordura abdominal. O endocrinologista informa que quando bem tratada, a doença não gera problemas e que: “A doença em si não preocupa, o problema são as complicações que ela traz quando é mal tratada. Se bem tratada por toda a vida, o diabético não tem complicação. Caso contrário, ele pode ter cegueira, amputar os membros, derrame cerebral, infarto”.

Repórter: Cássia Tamyris / Edição: Camila Costa

          Você já comeu carne de caju? “Já comi sim. Duas vezes: uma ao molho e da outra vez em uma torta. É muito saborosa”, responde Camila Oliveira que é vegetariana há mais de três anos. Ao ser indagada por não comer da carne mais vezes, ela explica que “o pessoal que trabalha com caju e castanha, joga o caju fora e aproveita só a castanha. Se for olhar por esse lado, o caju se perde”.

          Essa foi a questão enfatizada por Sandra de Ataíde Silva, gestora da Federação das Indústrias do Estado do Piauí. “Temos que despertar essas pessoas[produtores]. Por que o que se fazia antes? Extraía-se somente a castanha e o restante, o caju, jogava-se fora”, endossa ela.

          Atualmente, Sandra trabalha no Projeto Cajucultura Litoral Piauiense que faz parte de um programa maior, o Programa de Apoio à Competitividade de Micro e Pequenas Empresas. Ele visa promover a produtividade, qualidade e comercialização dos produtos derivados do caju e da castanha, dentre eles a carne de caju, das cooperativas e associações de produtores de municípios piauienses tais como Cocal, Piracuruca, Piripiri, Castelo do Piauí, Pedro II, Esperantina e Batalha. Isso através de cursos e seminários para os produtores. O projeto teve início no ano passado e a previsão de término é o final deste mês.

          Sandra explica que muitos pratos podem ser preparados com a carne de caju. Desde refeições como o risoto e a torta até mesmo lanches como o cajubúrguer, a pizza de caju e a coxinha de caju. “A carne de caju é deliciosa e tem um sabor que algumas vezes já chegou a ser confundido com o frango”, diz ela. Além disso, a carne de caju contém nutrientes como vitamina C, cálcio, fósforo, vitamina A, complexo B, potássio e ferro.

Texto e fotos: Leiciane Trindade / Edição: Camila Costa

          Funciona em Teresina desde 2007 o PROSBE – Programa de Promoção de Saúde Bucal para Pacientes Especiais – pelo curso de Odontologia da Universidade Federal do Piauí. O projeto atende crianças com deficiência intelectual de 0 (zero) a 14 (quatorze) anos e funciona no CIES – Centro Integrado de Educação Especial.

          Idealizado pela professora do curso de odontologia da UFPI, Regina Ferraz, o PROSBE conta hoje com 02 (duas) dentistas e 19 (dezenove) acadêmicos. Funciona nos turnos manhã e tarde, com uma média de 10 (dez) consultas por dia. 

          Além do atendimento odontológico, realizado trimestralmente, também são realizadas palestras sobre escovação dos dentes, mitos e verdades sobre odontologia, além de serem realizadas dinâmicas motivadoras e teatros para crianças sobre saúde bucal, bem como sua prevenção e promoção. Além de tudo isso, o projeto atende às mães que buscam tratamento para seus filhos.

          A professora Regina de Fátima conta que “primeiro foi preciso trabalhar o contato da criança com a higiene bucal. Os professores vinham juntamente com os estagiários e faziam um exame clínico, pois a adaptação da criança especial é mais prolongada. Então, no início procuramos adaptá-la ao consultório. Criamos um vínculo com a criança, para ela não imaginar que o dentista é ruim. As mães são recomendadas a não falar palavras negativas, como medo ou sangue, tudo é em código”.

           O objetivo do projeto é proporcionar uma maior qualidade de vida à criança, pois a saúde bucal deficiente compromete a mastigação devido à dor ao mastigar, o que faz com que o infante não queira se alimentar ou ingerir apenas alimento pastoso. Isso deixa o intestino preguiçoso e leva a problemas na defecação.

          No atendimento é utilizada a técnica americana – ART, na qual não se usa a broca. É utilizada uma colher bem pequena, com a qual o dentista vai retirando a cárie, logo após coloca-se um material restaurador, usado em dente de leite. Esse método é muito utilizado por não fazer barulho, pois o barulho é causador de medo na criança.

          Estão diretamente envolvidos no projeto os cirurgiões-dentistas: Danyege Lima Araújo Ferreira, Francisca Gama, Raimundo Rosendo Prado Júnior, Regina Ferraz Mendes, Regina Fátima Fernandes e Rayjanne Barros de Carvalho.

         Cientistas da área de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) desenvolvem desde 2002 uma pesquisa a fim de produzir uma vacina contra a AIDS.

          O projeto, que é inédito e usa premissas nunca antes utilizadas, aguarda verbas para o seu prosseguimento.

          Confira!

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